O Brasil aposta alto na energia solar e instala duas novas usinas

A energia solar vem se mostrando a cada dia que passa como uma aposta certa para o futuro, tanto em questões de segurança de investimentos na área quanto em sustentabilidade, onde ela encontra suas maiores vantagens.

 

Quando a tendência da utilização da energia solar pelos seus impactos mínimos ao meio ambiente encontra a viabilidade econômica, o que acontece é um investimento grande para se aproveitar da tendência o quanto antes, e para lucrar alto no futuro.

 

O Brasil está atento às tendências energéticas, e em 2018 comemorou um recorde histórico: um crescimento de 1153% em investimentos na produção de energia solar e a meta de 1 Gw ultrapassada no início de fevereiro.

 

O que isso nos diz em relação à nossa produção de energia elétrica? Por enquanto não muito, já que esse solitário Gw ainda representa cerca de 1% do total da nossa malha elétrica. Porém, para melhor compreender esse índice devemos olhar para o futuro, e ele se mostra muito promissor.

 

Ituverava e Nova Olinda: dois marcos para a energia solar do Brasil

No final do ano passado, o Brasil comemorou o início das operações das duas maiores usinas de energia solar da América Latina, localizadas em Ituverava, na Bahia, e em Nova Olinda, no Piauí.

 

Usina Fotovoltaica de Nova Olinda, no Piauí. Foto: Enel Soluções

 

A italiana Enel é a responsável pelas duas usinas, investindo alto em solo brasileiro no que o futuro já aponta ser a forma mais rentável e amigável com o meio ambiente de se produzir energia, os painéis fotovoltaicos.

 

Em Nova Olinda foram investidos 300 milhões de dólares na construção de 930 mil painéis solares em uma área de 690 hectares. Quando a usina passar a operar em capacidade plena, serão produzidos 600 Gw por ano através da energia solar.

 

Já em Ituverava, na Bahia, foram investidos 400 milhões de dólares para instalar 860 mil painéis solares em uma área de cerca de 580 hectares. Essa usina, um pouco menor, tem capacidade para produzir 550 Gw por ano, o que traz para o país uma soma de 1.150 Gw por ano somente com essas duas instalações.

 

O Brasil aberto para investimentos estrangeiros

O investimento, apoiado pelo Banco do Nordeste, pelo grupo Santander e pelo Banco da China, mostra que o Brasil está em busca de novas parcerias para o aproveitamento da energia solar no nosso território, e sol aqui não falta: estamos em posição privilegiada no mundo e contamos com o clima ideal para a produção de energia solar.

 

Usina Fotovoltaica de Ituverava, na Bahia. Foto: divulgação

 

A Enel, gigante energética italiana, entrou em negociações e conseguiu empréstimos do Banco do Nordeste além de financiamentos a longo prazo oferecidos pelo Banco da China e Santander. Além desses incentivos, a Enel se utilizou de recursos próprios para a instalação das usinas.

 

A instalação e a operação das usinas de energia solar no Brasil, infelizmente, nunca foi uma prioridade. Na verdade, segundo o presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), nós estamos cerca de 15 anos atrasados em investimentos nessa tecnologia. Uma ótima forma de controlar essa situação sem se arriscar demais em um momento de instabilidade econômica é dando a oportunidade para indústrias estrangeiras trazerem o seu investimento até nós.

 

Os resultados são expressivos: com a marca de 1.150 Gw produzidos ao ano atingida quando as duas usinas operarem em capacidade plena, mais de meio milhão de lares brasileiros terão energia elétrica produzida de forma limpa e sem impactos ao meio ambiente.

 

O que o futuro da energia solar nos aponta?

Nós temos um futuro promissor à nossa frente: o Brasil já descobriu seu mais novo tesouro, seu sol abundante no semi-árido perfeito para a produção de energia solar.

 

Com os investimentos sendo realizados nessa área, o futuro nos aponta para uma transformação gradual da malha elétrica brasileira. Ao invés de investimentos altos em usinas hidrelétricas – que possuem vantagens, é claro, mas também desvantagens relacionadas à fauna, flora e ao clima da região – é muito mais interessante investir em usinas fotovoltaicas.

 

Isso porque elas são relativamente mais baratas que as hidrelétricas, e podem ser colocadas em operação com mais agilidade. A maior hidrelétrica do Brasil, Itaipu, produz cerca de 14 Gw por ano, sendo que a mais próxima, Belo Monte com 11 Gw anuais, custou mais de 30 bilhões para ser erguida em meio à polêmicas.

 

Os custos relacionados à obras são grandes, e as hidrelétricas acabam por transformar completamente a paisagem do local onde elas são instaladas. O maior diferencial da energia solar é justamente sua praticidade aliada aos custos reduzidos de instalação, o que as transformam em excelentes oportunidades de negócios seguros e sustentáveis.

 

 

Nós garantimos: o futuro aponta para uma utilização cada vez maior da energia solar.

 

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